Obras de saneamento chegam à Maré e podem transformar cenário ambiental da Baía de Guanabara

Obras de saneamento chegam à Maré e podem transformar cenário ambiental da Baía de Guanabara

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Um projeto de saneamento básico começa a mudar a realidade do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As obras, já em andamento, prometem reduzir significativamente o despejo de esgoto sem tratamento na Baía de Guanabara e melhorar as condições de vida de milhares de moradores.

A intervenção é conduzida pela concessionária Águas do Rio e prevê a implantação de uma rede estruturada de esgoto. O plano inclui a construção de um tronco coletor de 4,5 quilômetros, além de aproximadamente 18 quilômetros de tubulações responsáveis por conectar residências e comércios ao sistema. A conclusão está prevista para o fim de 2027.

Cenário atual e desafio histórico

Atualmente, todo o esgoto produzido na Maré é lançado diretamente em córregos, rios e canais da região, sem qualquer tipo de tratamento. Esse material acaba chegando à Baía de Guanabara, contribuindo para a degradação ambiental de um dos principais cartões-postais do país.

A área beneficiada pelo projeto abrange 16 comunidades e cerca de 200 mil moradores. Além da coleta de esgoto, o plano também prevê a recuperação do Rio Ramos e a modernização da rede de abastecimento de água, com regularização estimada para aproximadamente 70 mil imóveis.

Impacto social e ambiental

Com investimento de R$ 120 milhões, a obra tem potencial para impedir o despejo de cerca de 1,3 bilhão de litros de esgoto por mês na Baía de Guanabara — volume equivalente a 577 piscinas olímpicas.

Na prática, isso representa uma mudança significativa no cotidiano da população. A retirada de esgoto a céu aberto deve reduzir problemas como mau cheiro, proliferação de pragas urbanas e incidência de doenças, além de melhorar as condições sanitárias em uma das regiões mais densamente povoadas da cidade.

Tecnologia para reduzir transtornos

Um dos diferenciais do projeto é o uso de equipamentos conhecidos como “tatuzinhos”, máquinas que perfuram o subsolo para instalação das tubulações. A tecnologia permite a execução das obras com menor necessidade de escavações extensas, reduzindo impactos no trânsito e no dia a dia dos moradores.

Próximas etapas

As intervenções seguem em andamento até 2027 e integram um pacote mais amplo de melhorias. Além da rede de esgoto, a Maré deve receber novos registros, macromedidores e ações voltadas à redução de perdas de água, como vazamentos e interrupções no fornecimento.

A expectativa é que, ao final das obras, a região passe a contar com um sistema de saneamento mais eficiente, contribuindo para a qualidade de vida da população e para a recuperação ambiental da Baía de Guanabara.

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